Bom, bom, é ser eunuco!

Vivemos tempos estranhos em que as organizações trituram quem tem pensamento próprio, independente, por vezes não coincidente com seus objetivos ocultos (e por isso representa um argueiro…), para promover ineptos para quem os fins justificam os meios, sempre na perspetiva economicista do esforço mínimo para o máximo de realizações… o que é bem diferente de realizações máximas!

Para as organizações onde os números se sobrepõem aos valores e para os seus maiorais, como lhes chamava Zeca Afonso, bons, bons são os acólitos eunucos: “Os eunucos devoram-se a si mesmos (…); Lambuzam da saliva os maiorais; E quando os mais são feitos em fatias; Não matam os tiranos, pedem mais”; São os eunucos que acalentam os maiorais… ou, pelo menos, que os deixam ser maiorais!

Em terra de eunucos ter apêndices para apresentar é anómalo. Sou anormal!