Desabafo a propósito de um Nuno (cretino!) que pode, quer e manda… mas não sabe!

É o que me resta. Sinto-me revoltado, desencantado e triste, mas de consciência tranquila e orgulhoso do trabalho que fui capaz de fazer com os meus colegas e com os formandos. Estes sentimentos assomaram, mais uma vez, depois de ler uma mensagem que me foi enviada, a qual tomo a liberdade de partilhar sem o devido pedido de autorização, mas tendo o cuidado de preservar a identidade do autor:

Pelo que julgo saber, o CNO-Cacilhas ainda está a funcionar até agosto. Há ideia do que se passará depois?

A forma como este governo da treta tratou o programa é uma vergonha nacional. Infelizmente, não sendo a única, vai passar um bocado ao lado da grande maioria dos portugueses. Alguns até, na sua ignorância e mesquinhez, julgarão o final do NO como a única coisa boa que os passistas fizeram.

Às vezes acho que os portugueses têm o país que merecem, mas depois lembro-me de pessoas que trabalham com olho no futuro, como é o caso dos profissionais que conheci no CNO-Cacilhas, com uma percepção rara do que a escola tem de ser (já nem é “deverá ser”). Nem tem todos os portugueses têm o país que merecem, mas alguns terão de certeza e é pena que sejam esses concidadãos, afectados por um qualquer problema de “delay” mental, a decidir os nossos destinos. Embora, lá está, no que toca a decisões, elas emanem lá mais dos lados de Berlim.

(…) Tenho orgulho de ter terminado o secundário no NO, não há ninguém que seja meu colega na faculdade ou no meu emprego que não saiba desse facto da minha vida recente.

Tenho tanto orgulho nisso como nas minhas notas de faculdade. Quando passo noites a estudar, faço-o com a noção da responsabilidade que devo a mim e aos meus, mas também àqueles que me devolveram o prazer de aprender: o João, a Ana Teresa a Sílvia e a Luz. E eu gabo-me das notas que tenho, ou se me gabo. Este semestre foi ainda melhor que o anterior. Tirei dois 19’s, um 18 e um 17. Tenho já doze cadeiras feitas (faltam 17) e uma média de 17,4 até agora. Vou tentar melhorar o 13 que tive para subir mais um pouco, e continuar a trabalhar.

(…) Não acho que devam desmoralizar. Compreendo que estejam tristes, que é outra coisa, mas fizeram um trabalho excelente, do qual devem, não só ter a consciência tranquila, mas também orgulho. Não deixem que vos levem isso. Se puder, transmita às colegas do CNO os meus cumprimentos. Quem sabe não os vá visitar em Julho, caso não seja inconveniente.”

 O meu obrigado a quem escreveu isto…