Ponto final, parágrafo.

Este é o meu último post enquanto formador de Cidadania e Profissionalidade no Centro Qualifica da ES Cacilhas-Tejo.

A dias da sessão de Júri de Certificação, justifica-se agradecer uma vez mais aos Cidadãos+ dos grupos 8 e 9, Carlos, Orlando, Nuno, Ruben, André, Carlos Tavares, Margarida, António, Catarina, Sérgio, José Sérgio, Alexandra, Sátiro e Zélia, os últimos com quem tive a oportunidade de trabalhar nesta comunidade, a sua participação e o seu empenho.

A todos e ainda à Cátia do grupo 10, com cujo contributo nesta comunidade já não pudemos contar, envio os meus parabéns, os votos dos maiores sucessos pessoais e profissionais e ainda o meu desejo de encararem o processo de RVCC, que agora estão a culminar, como rampa de lançamento para novos percursos de aprendizagem. Peço ainda desculpa por não poder estar presente, em virtude de, por um estranho capricho do destino (ou talvez não!…), a sessão decorrer enquanto estou numa curta interrupção de férias.

Quanto a mim, chegou a hora de colocar um ponto final neste período, de fazer um parágrafo e mudar de sentido. Vou iniciar um novo capítulo da minha Autobiografia Reflexiva.

Bom, bom, é ser eunuco!

Vivemos tempos estranhos em que as organizações trituram quem tem pensamento próprio, independente, por vezes não coincidente com seus objetivos ocultos (e por isso representa um argueiro…), para promover ineptos para quem os fins justificam os meios, sempre na perspetiva economicista do esforço mínimo para o máximo de realizações… o que é bem diferente de realizações máximas!

Para as organizações onde os números se sobrepõem aos valores e para os seus maiorais, como lhes chamava Zeca Afonso, bons, bons são os acólitos eunucos: “Os eunucos devoram-se a si mesmos (…); Lambuzam da saliva os maiorais; E quando os mais são feitos em fatias; Não matam os tiranos, pedem mais”; São os eunucos que acalentam os maiorais… ou, pelo menos, que os deixam ser maiorais!

Em terra de eunucos ter apêndices para apresentar é anómalo. Sou anormal!

Quem não pode, arria

trovoadaQuando pensava que a trovoada já estava longe rebentou um trovão dentro de casa.

Uma reestruturação do processo produtivo, que privilegia a quantidade sobre a qualidade do produto, tornou esta ferramenta inoperacional. Enfim, apraz-me saber que ficou obsoleta aqui mas poderá ser útil noutras oficinas.

Concluída a fase de “Reconhecimento” do Grupo 9 (em processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências), o Cid+ vai entrar novamente em coma induzido por tempo indeterminado. O espólio fica disponível a quem possa interessar.

Agradeço a todos quantos desde há oito anos, com a sua colaboração ativa ou com a sua apreciação crítica, me ajudaram a crescer pessoal e profissionalmente. Resta-me dizer como os soldados na guerra colonial diziam para espantarem o medo de não voltarem: “Adeus e até ao meu regresso”.

Quem não pode, arria. Arriei.

Insultai o perigo!

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Evocando Almada, a propósito da exposição “José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno”, patente no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian.

A expressão artística é uma forma de intervenção e, em si, um ato de cidadania. Tal como ouvir, ver, sentir… ler a arte.

Inspiremo-nos em Almada: “Insultai o perigo!”

Insultemos todas as formas de sujeição e de medo, todas as ameaças, seja em que língua forem proferidas.

CARTA ABERTA GLOBAL AO PRESIDENTE TRUMP

mundo-arderTodos nós temos cidadania portuguesa, e por inerência europeia, mas somos simultaneamente cidadãos do mundo. Tudo quanto se passa no nosso mundo de bom ou de mau, direta ou indiretamente, diz-nos respeito.

Um dos assuntos que mais está a preocupar parte da humanidade, diria civilizada, respeitadora dos direitos humanos, promotora da paz, são algumas decisões do novo Presidente norte-americano que estão a desestabilizar um mundo já de si assimétrico, cheio de contrastes gritantes, inseguro, que tende para a insustentabilidade a vários níveis.

Temos o direito e o dever de alertar o mundo e o Presidente Trump para a gravidade de algumas decisões políticas que, sendo legítimas do ponto de vista formal, ameaçam o nosso futuro e o nosso espaço comum – a Vida e a Terra.

Por isso, tem sentido divulgar aqui esta CARTA ABERTA GLOBAL AO PRESIDENTE TRUMP, apelando a todos que a assinem:  https://secure.avaaz.org/campaign/en/president_trump_letter_loc/?aCmWlcb

Esta comunidade de aprendizagem ajudou-o a desenvolver o seu Processo de RVCC ?

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O grupo 8 em processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, terminou a fase de RECONHECIMENTO de competências da área de Cidadania e Profissionalidade. Começaram muitos, acabaram alguns… metade!

Cada candidato vai agora elaborar a versão final da sua Autobiografia Reflexiva com as competências de CP já integradas. Mas, a avaliar pelos mais de sessenta contributos ativos dos resistentes que chegaram até ao fim, a próxima etapa – a VALIDAÇÃO – não deverá levantar problemas de maior.

E a seguir, assim que a ANQEP definir os procedimentos necessários, passaremos à última fase – a CERTIFICAÇÃO.

Aproveito para agradecer a todos a colaboração ativa nesta comunidade de aprendizagem e o ótimo ambiente de trabalho que conseguimos desenvolver nas sessões em sala.

Agora, mãos à obra e bom trabalho!